“Celebrar o tempo” – Disto e Daquilo – Crónica de Paulo Taful

Passou o Natal e chegou o tempo de celebrar o tempo. Ou seja, depois do conforto e da ternura da família e dos amigos, da alegria dos presentes, depois de dar e receber, o tempo impõe-se.

Impõe-se a celebração!

O ano que termina, que chega ao seu termo.

É tempo de celebrar o tempo. De o ver como conquista de vida, como soma de dias, meses, anos que se vão refletindo em tantas coisas que fazem parte da nossa vida. Sobretudo quando contemplamos o nosso rosto refletido no espelho.

As rugas que teimam em moldar a nossa face, os cabelos que se vão ornamentando de prata. O nosso corpo que de uma maneira ou outra, nos vai dizendo que já somamos algumas sucessões das estações do ano.

O tempo…

… esse mistério que por nós foi inventado.

Todas as horas, dias, os equinócios e solstícios. Como se o ser humano fosse realmente senhor absoluto desta bola azul que flutua no espaço.

Como seria a medição do tempo nas civilizações antigas?

No tempo dos Egípcios, dos Astecas, dos Maias, dos Sumérios?

Quase que nem imaginamos, mas era seguramente diferente.

Há povos que ainda hoje medem o tempo de outra forma, os Chineses, os Judeus e mais alguns, que quase desconhecemos.

Tempo de celebrar o tempo!

O ano que conhecemos, fruto do calendário que seguimos, o calendário Gregoriano (inventado por nós há uns bons séculos).

O ano que chega ao fim.

O tempo que nos foi concedido há 365 dias, para realizarmos os nossos desejos e concretizar as nossas aspirações.

O tempo que nos foi dado, ou que nós, nos demos?

Sim… boa pergunta!

Fazemos contas ao que conseguimos, ao que não chegamos, ao que não nos foi dado.

Por norma esquecemos o que não mudámos, a coragem que nos faltou, a teimosia que tivemos e que tantas vezes disfarçámos com a palavra “personalidade”.

O tempo de celebrar o tempo!

A angústia do tempo!

A ansiedade do tempo!

O desejo de ter tempo!

O que fizemos, o que conseguimos, o que cumprimos.

O tempo “essa roda que não para” que nos faz caminhar e passar pelos dias, que nos faz passar pela vida.

Tempo de balanços, tempo de refletir.

Tempo de dar tempo ao tempo, para que o tempo tenho sobre nós um verdadeiro e feliz efeito do tempo

Até breve.

Paulo Taful

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